Quando me ponho a escrever neste lugar, sempre preciso omitir certas partes essenciais e delicadas do que eu pensava e sentia. Muito do que digo, o digo pela metade, por medo de ser leviano ou patético. O medo de mostrar-me ridículo interfere em muitos setores do cotidiano, contudo, para mim é uma surpresa ver que até meu blog privado está sujeito a tal seleção.
Por medo de ser ridículo, escrevo apenas metade de mim mesmo. Os pensamentos mais sinceros, os medos e desejos mais perturbantes perma- necem enclausurados na alma. Mais do que me corroer, me abafa, faz respirar no rarefeito.
Mas que de mim não riam, caso eu deixe escapar uma ou outra confissão ridícula! afinal, quem é que de ridículo não tem um pouco?